Sendo um jovem fotografo de 21 anos, eu acabo pensando bastante no fenômeno tempo, talvez seja por eu achar que eu tô atrasado demais para algumas coisas ou tô adiantado demais em algumas coisas que tô fazendo. Sempre é um paradoxo temporal.
Como fotografo, o tempo é muito importante… O tempo de exposição da câmera a luz, o tempo de conseguir ser rápido e registar o instante decisivo ou até mesmo na hora da entrega de um trabalho. Basicamente tudo está ligado ao tempo, mas pra mim, o mais importante de todos eles é aquele momento onde você para, respira, aproveita o momento e ai sim no final, você registra.
Comecei a olhar para essa ótica de que se você apenas registar e não aproveitar aquele momento vai ser apenas mais um registro salvo e ao mesmo tempo perdido dentro do seu celular, onde quem sabe vc vai reviver ele uns anos depois porque o seu Google fotos vai te avisar sobre ele, porque na verdade, nem você mesmo se lembra que viveu aquilo.
E depois de perceber que eu estava vivendo isso, apenas fotografar porque precisava fotografar, comecei a mudar a minha ótica sobre tudo isso. E entender, que na verdade não existe isso de estar atrasado demais ou adiantado demais, cada um vive momentos únicos e o que cabe a cada um de nós, é viver eles como algo único e registrar o que importa, tendo assim uma memória com um significado profundo que vai além de sua simples foto salva no seu HD.